terça-feira, 5 de janeiro de 2021

A Vida Mentirosa dos Adultos, de Elena Ferrante

 A Vida Mentirosa dos Adultos, de Elena Ferrante

Começamos as leituras de 2021 com um romance da autora da tetralogia A Amiga Genial, de que gostámos tanto. 


Em pré-publicação (2 primeiros capítulos) no DN: https://www.dn.pt/edicao-do-dia/29-ago-2020/adultos-pouco-geniais-o-regresso-de-elena-ferrante-12561395.html 

«Dois anos antes de sair de casa, o meu pai disse à minha mãe que eu era muito feia» é a frase inicial deste romance.
A revelação é feita por Giovanna, que ao olhar paterno se transformara de criança encantadora em adolescente imprevisível, que parecia tornar-se cada dia mais parecida com a desprezada tia Vittoria.
A frase ouvida sem que os pais o soubessem vai levar Giovanna a procurar conhecer a tia, cujas fotografias foram apagadas dos álbuns de família e é evitada em todas as conversas.
Para saber se estará realmente a tornar-se semelhante à tia, vai visitar a zona empobrecida de Nápoles, a conhecer uma versão diferente dos seus pais, provocando sem o saber a desagregação da sua família intelectual, compreensiva e perfeita na aparência.
Confirmando a sua mestria narrativa e o profundo conhecimento do que se passa na cabeça das adolescentes, Ferrante constrói um enredo surpreendente, ligando uma história de iniciação aos episódios de uma pulseira que passa de mão em mão.
Giovanna move-se entre duas famílias e duas zonas da cidade em busca dela própria, na passagem da adolescência para a idade adulta.

«Ferrante mostra outra vez ser imbatível em colocar-se na cabeça de uma adolescente, mostrando-nos como tudo aquilo que parece irracional a um olhar alheio — estados de espírito, silêncios, ciúmes, medos, lágrimas e ressentimentos — é absolutamente lógico e razoável.» [The Times]

«As suas personagens femininas são verdadeiras obras de arte.» [El País]

«Chorei ao ler os seus livros.» [Jonathan Franzen]

«Na minha mesa de cabeceira, estão os diários de Virginia Woolf, os contos de Tchékhov e os romances de Elena Ferrante.» [Leïla Slimani]

Brevemente uma série NETFLIX.

de: https://relogiodagua.pt/produto/a-vida-mentirosa-dos-adultos/


A recensão do New York Times em https://www.nytimes.com/2020/09/01/books/review/elena-ferrante-the-lying-life-of-adults.html

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

A Cidade das Mulheres, de Elisabeth Gilbert

 Elisabeth Gilbert é uma das nossas autoras favoritas, sobretudo depois da leitura de A Marca de Todas as Coisas. Em City of Girls, A Cidade das Mulheres, Gilbert retoma o romance histórico sobre mulheres rebeldes, pouco convencionais e revolucionárias para o seu tempo. Estamos na era da superficialidade brejeira da Broadway nesta narrativa contada por uma quase nonagenária.



A Sombra do Vento, de Carlos Luis Záfon

 As atividades do Clube de Leitura em 2020/21 começam com uma homenagem a um autor recém-desaparecido, Carlos Luís Záfon.

A Sombra do Vento é uma narrativa de mistério sobre uma casa assombrada, sobre livros e um Cemitério dos Livros Esquecidos que tudo fazem para não se fazerem esquecer.




segunda-feira, 8 de junho de 2020

Corpos Celestes de Jokha Alharthi

Corpos Celestes

de Jokha Alharthi 


Vencedor Man Booker International Prize 2019
Fascinante. Mostra-nos uma cultura muito pouco conhecida no Ocidente.” [The Guardian]
‘Somos capazes de nos conhecer melhor em lugares estranhos e novos’.”
Corpos Celestes narra a vida de três irmãs na aldeia de al-Awafi, em Omã.
Mayya, que casa com Abdallah após um desgosto amoroso; Asma, casada por obrigação; e Khawla, que rejeita todas as propostas enquanto espera pelo seu amado, que emigrou para o Canadá.
Estas três mulheres e as suas famílias testemunham o desenvolvimento de Omã, de uma sociedade tradicional e esclavagista, passando pela era pós-colonial, até aos dias de hoje, marcados por um presente complexo.
Elegantemente estruturado e sempre tenso, Corpos Celestes é um romance que vê o seu potencial desenrolar-se na narrativa do desenvolvimento de Omã através dos amores e perdas de uma família.
SOBRE A AUTORA:
Jokha Alharthi nasceu em Omã, em julho de 1978. Estudou em Omã e no Reino Unido. É autora de três romances, várias antologias de contos e dois livros para crianças.Fez o doutoramento em Poesia Árabe Clássica, em Edimburgo, e é professora na Sultan Qaboos University, em Mascate.O seu romance Narinjah (2016) venceu o Sultan Qaboos Award for Culture, Arts and Literature. A sua obra tem sido publicada em inglês, alemão, italiano, coreano e sérvio.Antes de vencer o International Booker Prize de 2019, Corpos Celestes foi escolhido para a shortlist do Sheikh Zayed Book Award for Young Authors.(https://relogiodagua.pt/produto/corpos-celestes/)
Leia também este artigo do Observador "Romance vencedor do Booker Prize International publicado este mês" em https://observador.pt/2020/01/07/romance-vencedor-do-booker-prize-international-publicado-este-mes/
"The First Arabic Novel to Win the International Booker Prize" em: https://www.nytimes.com/2019/10/21/books/review/celestial-bodies-jokha-alharthi.html

Lisboa Reykjavík: O SILÊNCIO DO MAR Romance por Yrsa Sigurdardottir

Lisboa Reykjavík: O SILÊNCIO DO MAR
Romance por Yrsa Sigurdardottir


Um policial de terror (thriller) passado num iate.



O mais arrepiante e cinematográfico romance de Yrsa Sigurdardóttir. Um iate de luxo chega à marina de Reykjavík sem ninguém a bordo. O que aconteceu à tripulação e à família que seguia nele quando zarpou de Lisboa?

(Anteriormente publicado como “O Silêncio do Mar”)
Um iate abandonado e uma jovem família desaparecida – um romance policial arrepiante pela pena da rainha do noir nórdico. O melhor e mais assustador romance que Sigurdardóttir escreveu até hoje e um bestseller internacional. (https://distopialivraria.pt/produto/lisboa-reykjavik-o-silencio-do-mar/)

YRSA SIGURDARDÓTTIR
Yrsa Sigurdardóttir vive com a família em Reiquejavique. É diretora de uma das maiores empresas de engenharia da Islândia. Os seus livros estão nos topos das listas de bestsellers em todo o Mundo. Muitos deles estão a ser adaptados ao cinema e à televisão.

Leia também:
'Lisboa Reykjavík'. O romance mais assustador de Yrsa Sigurdardóttir
em https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/1391230/lisboa-reykjavik-o-romance-mais-assustador-de-yrsa-sigurdardottir


terça-feira, 28 de abril de 2020

Luis Landero Chuva Miúda

Luis Landero Chuva Miúda
Considerado o melhor livro de 2019 pelo El País.

Alguns artigos para acompanhar a leitura:
https://expresso.pt/cultura/2020-03-22-Chuva-Miuda-de-Luis-Landero.-A-familia-e-um-labirinto

Com uma tremenda perícia narrativa, o espanhol Luis Landero transforma o microcosmos da família num território labiríntico e caleidoscópico, onde é impossível fixar uma só visão da realidade.

“Agora já sabe que as histórias não são inocentes, não inteiramente. Talvez também não o sejam as conversas quotidianas, os descuidos e lapsos verbais, o falar por falar. Talvez nem sequer o que dizemos em sonhos seja completamente inocente. Há algo nas palavras que, só por si, implica um risco, uma ameaça, e não é verdade que o vento as leve tão facilmente como dizem. Não é verdade.”

“Hoje é quinta-feira. Há seis dias que Gabriel se lembrou de organizar uma festa para a mãe. Uma festa onde todos pudessem perdoar e expiar as culpas e os erros, e onde as ofensas e os equívocos do passado fossem enfim redimidos. (…) São histórias, impressões, conjeturas e sonhos, que, uma vez encarnados e materializados em palavras, passam a ser reais e, com o tempo, invulneráveis a qualquer discussão. Um dia, não se lembra a propósito de quê, [Aurora] disse a Andrea «Esta é que é a verdade», e Andrea replicou: «Pois então a verdade é mentira.» E talvez não lhe falte razão. E é curioso, pensa Aurora, porque às vezes a memória vai reconstituindo e ampliando com notícias fornecidas pela imaginação e pela nostalgia o que o esquecimento destrói, de modo que se dá então o paradoxo: quanto maior é o esquecimento, mais rica e detalhada é também a lembrança.” (pp. 233-234)

Camilla Läckberg A Princesa de Gelo

Camilla Läckberg A Princesa de Gelo
 A nova Agatha Christie? Talvez não, mas uma série policial muito bem conseguida que nos obriga a virar páginas. Interesse cultural e interesse policial.