segunda-feira, 4 de julho de 2022

10 Minutos e 38 Segundos Neste Mundo Estranho de Elif Shafak

 Voltamos a uma autora muito apreciada neste clube, Elif Shafak, desta vez com um livro algo sombrio e deprimente. Doloroso de ler este romance sobre a morte como libertação de uma vida tormentosa e atormentada.

10 Minutos e 38 Segundos Neste Mundo Estranho




Ouça e veja outro comentário neste vídeo do YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=q03Zs25_VVQ

O Ano da Morte de Ricardo Reis de José Saramago

 José Saramago, O Ano da Morte de Ricardo Reis 

A pedido de algumas leitoras, escolhemos este livro do Nobel protuguês.


«[em O Ano da Morte de Ricardo Reis] é como se eu tivesse a preocupação fundamental de tornar o real imaginário e o imaginário real. Foi como se quisesse fazer desaparecer a fronteira entre o real e o imaginário, de modo a que o leitor circule de um lado para o outro sem se pôr a si mesmo a questão: isto é real?, isto é imaginário? Gostaria que o leitor circulasse entre o real e o imaginário sem se interrogar se aquele imaginário é imaginário mesmo, se o real é mesmo real, e até que ponto ambos são aquilo que de facto se pode dizer que são.» (https://www.almedina.net/o-ano-da-morte-de-ricardo-reis-edicao-comemorativa-1636991306.html?gclid=Cj0KCQjwn4qWBhCvARIsAFNAMiiikI_C-ZoL9TPVxwg9z-C7zimHLs7TvjL4i4PAo-qerC2XiFxl1iwaAhmiEALw_wcB 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Klara e o Sol de Kazuo Ishiguro

 Klara e o Sol de Kazuo Ishiguro

Vamos experimentar ler sobre um humanóide que cuida de humanos (assim se refere o The New York Times ao livro), com uma narradora que é IA, Inteligência Artificial, neste caso Inteligência Artificial Emocional, sob a forma de Amigo de uma adolescente. 



Podem ler a recensão do The New York Times aqui

Pode ler a recensão do The Atlantic aqui.

Algumas questões preliminares para explorarmos em conjunto:

- A narradora escreve uma memória de tempos passados: de que perspectiva?

- As perceções da narradora são minuciosamente descritas, mas limitadas: será que deixam ao leitor o papel de preencher os vazios do que ela não é capaz de depreender, ou é a narradora que não quer tirar conclusões para manter a dignidade?

- Como é que o uso da linguagem representa um futuro próximo do nosso, mas que não é igual ao presente?

- No seu notável romance, The Remains of the Day, o autor centra a história no mordomo e o climax é atingido quando ele toma cosnciência de que o amo que serviu esteve ao serviço dos Nazis na Inglaterra. Qual será a principal tomada de consciência de Klara?

- Será Klara mais humana que os humanos? Superhumana? Ou um eletrodoméstico?

- O que é para Klara a noção de 'servir' e como é que o serviço a que se dedica a afeta?

- O que comentar sobre as relações parentais? sobre as relações entre pais e filhos, um tema recorrente em Ishiguro?

- O melhoramento genético de Josie: como reagir a ele enquanto leitora?

- Como reagir ao conceito de educação deste mundo, quando comparamos Josie e Rick?

- O que mudou em termos de privilégio, riqueza, classe social, ambiente?

- Quais as implicações da reverência do sol por Klara?

-  O que é mais limitada, a nossa consciência ou a de uma máquina humanóide?

- Qual o amor mais verdadeiro, o dos humanos ou o da máquina?

- O que acontece quando se dá a uma máquina a capacidade de sentir a beleza e a angústia do mundo?



segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Último Olhar de Miguel Sousa Tavares

 Último Olhar, de Miguel Sousa Tavares


Nada melhor do que começar por dar a voz ao autor: https://www.youtube.com/watch?v=j5uJQXf7zFA


Antes que o café arrefeça de Toshikazu Kawaguchi

 Inocentemente simples, mas de uma precisão impressionante, Antes que o Café Arrefeça, do japonês Toshikazu Kawaguchi convida a repensar o passado no presente em escassos minutos. O princípio do livro dificlmente nos prepara para o que aí vem...



Grande Hotel Europa de Ilja Leonard Pfeijffer

 Começamos um novo ano (letivo) com o livro  Grande Hotel Europa, que nos manterá ocupadas por algumas semanas a admirar a erudição e escrita 'barroca' do autor neerlandês radicado na Itália Ilja Leonard Pfeijffer 


Leiam aqui alguns comentários publicados:

https://www.sapo.pt/noticias/atualidade/artigos/grand-hotel-europa-quando-passamos-toda-a-vida-rodeados-de-gloriosos-monumentos-do-passado-e-tentador-pensar-que-o-passado-e-melhor-que-o-presente

terça-feira, 13 de julho de 2021

Uma breve história do nosso clube de leitura

As origens

 O nosso clube de leitura iniciou-se como um clube de leitura READCOM em 2005. Durante três anos, de 2005 a 2008, foi um projeto europeu financiado pela UE, o quepermitiu adquirir livros para cada um dos membros do clube sobre o autor/obra a ler.

READCOM - Reading Clubs for Adult Learning Communities visava a partilha de experiências entre os leitores dos diversos clubes criados para o efeito na Polónia, Turquia, Bélgica, Áustria e Portugal. Ao mesmo tempo, todos os parceiros do projeto trabalhavam em conjunto para encontrar e partilhar dinâmicas pedagógicas de sustentabilidade dos diversos clubes de leitura, formando mentores capazes de congregar públicos leitores, escolher livros e dinamizar sessões de leitura e de escrita ou de comentário sobre leituras.


O principal objetivo do projeto READCOM era encontrar modos de tornar os adultos intelectual e socialmente mais ativos,promover a educação intercultural entre ele e comparar culturas por meio da leitura, para além de desenhar formações para bibliotecários e professores. 

Houve muitas abordagens diferentes aos clubes de leitura: na Áustria, por exemplo, os clubes apoiaram comunidades imigrantes da antiga Jugoslávia, da Turquia e da Polónia a ler e reconhecer as suas identidades migrantes na sociedade austríaca. Em Castelo Branco estabeleceu-se uma parceria com a Universidade Sénior para apoiar leitores emergentes; em Portalegre, o clube associou-se a uma associação que apoiava os sem-abrigo. Na Polónia, a biblioteca de Varsóvia usou os cludes de leitura para ensinar informática, inglês e escrita criativa.

Foi difícil encontrar uma obra/autor traduzido nas diversas línguas dos membros dos clubes de leitura READCOM, para que todos a pudessem debater em conjunto durante os encontros internacionais, mas conseguiu-se.  Deu-se a feliz casualidade de o autor turco Orhan Pamuk ter sido galardoado com o prémio Nóbel em 2006 e de as suas obras se tornarem disponíveis em diversas línguas. Este foi o autor mais partilhado entre os clubes. Em Castelo Branco o clube leu A Cidadela Branca (1985) e Os Jardins da Memória (1990).

READCOM produziu um manual de formação para mentores de clubes de leitura e vários momentos de encontro dos clubes de leitura europeus na Áustria (Viena), na Turquia (Ankara), na Bélgica (Leuven) e em Portugal (Castelo Branco e Portalegre). Na Polónia realizou-se uma conferência final, internacional, em Varsóvia, com 230 participantes.