domingo, 5 de março de 2023

Kent Haruf: As Nossas Almas na Noite

 Kent Haruf: As Nossas Almas na Noite


Uma história simples e comovente.

Os elogios da crítica:

«Uma pequena obra-prima sobre o amor e a liberdade.»
Nuno Costa Santos, Observador

«Um escritor que possui uma originalidade deslumbrante. Fala pausadamente, com intimidade mas com contenção. Haruf é muito cuidadoso a contar uma boa história. E esta é uma boa história, boa de forma simples; destila verdade.»
The Guardian

«O grande tema deste autor foi sempre o conflito entre a decência e a pequenez, e ele era especialmente brilhante a fazer dessa decência um tema comovente... Os leitores darão graças por ter lido este livro, que é uma ode às coisas simples mas profundas.»
The New York Times Book Review

Uma recensão em português aqui

Uma recensão em inglês aqui, do The Guardian.

O trailer do filme com Robert Redford e Jane Fonda (na Netflix)


terça-feira, 24 de janeiro de 2023

 Tomás Nevinson, de Xavier Marías


Os elogios da crítica:

«É impossível dizer se este é o melhor romance de Marías. Mas é, sem dúvida, um dos mais empolgantes.» —  J.A. Masoliver Ródenas, La Vanguardia

«Uma história poderosa, com uma pulsação fortíssima. […] Um assombroso retrato da realidade. […] Um romance impressionante.» — Antonio LucasEl Mundo

«Um romance com todos os elementos que distinguem o seu autor — intriga, mistério, humor, acção, reflexão — e ainda algo que se celebra página após página: o prazer de contar uma história […]. Quem me dera estar na pele de alguém que ainda não leu o mais recente romance de Javier Marías. À sua espera, terá um festim.» —  José Carlos LlopThe Objective

«Marías escreve como sempre, escreve como ninguém, […] porque está num outro nível: eleva-nos e faz — porque não dizê-lo? — o que Shakespeare fez com a sua época e com os seres humanos da sua época.» —  Alberto OlmosEl Confidencial

«Não é demais repetir: trata-se de um romance colossal.» —  Guillermo Rodríguez, El HuffPost

«Tomás Nevinson é a prova acabada da elegância e da qualidade literária do autor. […] É o romance definitivo de Marías.» — Karina Sainz BorgoVozpópuli

«Aqui está um Javier Marías em reflexão: irónico, cómico, rigoroso, […] romântico e pessimista sem espalhafato. […] Espero que gostem deste romance tanto quanto eu.» —  Manuel Rodríguez Rivero, Babelia

«Um prodígio de pensamento romanesco. […] Comicidade e seriedade formam uma trama perfeita, graças à prosa em contínua tensão detectivesca, por vezes abrandando e ombreando com Macbeth, Yeats ou T. S. Eliot.» —  César Pérez Gracia, Heraldo de Aragón (https://www.penguinlivros.pt/loja/alfaguara/livro/tomas-nevinson/)


Ficam também algumas recensões críticas para ajudar a refletir sobre a leitura:

https://ionline.sapo.pt/artigo/756352/javier-marias-uma-historia-de-espionagem-escrita-com-pincas?seccao=Mais_i


segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Stoner, de John Williams

 Stoner, de John Williams


Transitamos de 2022 para 2023 a ler Stoner, esse romance "perdido" tão aclamado pelos críticos.

Há quem lhe chame elogiosamente o livro do vazio e da falha: https://www.dn.pt/opiniao/o-livro-do-vazio-e-da-falha-14010207.html e outros, um romance perfeito.

Fica ainda este comentário: https://livroecafe.com/2015/03/stoner-john-williams/

Para quem estiver interessado, um pdf do livro aqui. https://masculinistaopressoroficial.files.wordpress.com/2018/06/stoner-john-williams.pdf

John Williams diz de Stoner numa rara entrevista, em 1985 (posfácio de John McGahern):

Penso que ele é um verdadeiro herói. Muitas pessoas que leram o romance acham que Stoner levou uma vida muito triste e má. Eu julgo que ele teve uma vida ótima. Teve, certamente, uma vida melhor do que a maior parte das pessoas. Fez o que gostava de fazer, tinha uma certa noção do que fazia e da importância do seu trabalho. Foi testemunha de valores que são importantes. […] O mais importante no livro, para mim, é a noção que Stoner tem do que é um emprego. Lecionar é para ele um emprego, um emprego no sentido melhor e mais honrado do termo. O emprego deu-lhe um tipo especial de identidade e fez dele quem ele era. […] É o amor pela coisa que é essencial. E quando amamos uma coisa, compreendemo-la. E se a compreendemos, aprendemos muito. É a falta desse amor o que define um mau professor. […] Nunca sabemos quais serão todas as consequências do que fazemos. Creio que tudo se resume ao que tentei exprimir em Stoner. Temos de manter a fé. O mais importante é manter a tradição, porque a tradição é civilização. 

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

O Grande Círculo, de Maggie Shipstead

 Começamos o ano letivo 2022-23 com o romance de Maggie Shipstead, O Grande Círculo, sobre uma aviadora ficcional, Marian Graves. Uma oportunidade para rever os primórdios da aviação no feminino.


Uma entrevista com a autora em português aqui (parcial, para assinantes), em espanhol aqui: https://www.todoliteratura.es/noticia/56403/entrevistas/entrevista-a-maggie-shipstead:-me-mueve-el-mismo-deseo-que-la-protagonista-de-explorar-el-mundo-en-todo-lo-que-pueda.html.

Em inglês, no Youtube, também podemos ver e ouvir uma curta entrevista: https://www.youtube.com/watch?v=zlVWRU14CBQ  

Marian Graves. a protagonista, não existiu verdadeiramente, ela é uma personagem inteiramente ficcional, baseada em mulheres aviadoras da época. Encontram os seus nomes neste artigo.

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Sugestões para o verão 2022

 As leituras para o verão devem ser compridas e envolventes.

Proponho duas leituras fresquinhas: 

O Grande Círculo de Maggie Shipstead



Finalista do Booker Prize 2021.

A inesquecível história de uma aviadora ousada e temerária, determinada a traçar o seu próprio destino, a qualquer preço. 

Depois de resgatados, ainda bebés, de um transatlântico que afundou, em 1914, Marian e Jamie Graves são criados pelo tio, em Missoula, Montana. É por lá que - depois de se cruzar com dois pilotos de passagem pela cidade - Marian se apaixona pelo voo. Aos catorze anos, abandona a escola e encontra um protetor inesperado e perigoso, um contrabandista rico que lhe coloca um avião à disposição e financia aulas de voo. Um acordo que a vai perseguir para o resto da vida, mesmo que lhe permita cumprir o seu destino: circum-navegar o Globo, sobrevoando os Polos Norte e Sul. Um século depois, Hadley Baxter é escolhida para interpretar Marian num filme sobre o seu desaparecimento na Antártida. Vibrante, sagaz e enfadada com a claustrofobia de Hollywood, Hadley está ansiosa por se reinventar depois de ter protagonizado uma série de filmes românticos que a aprisionaram num papel de celebridade de culto. O envolvimento na personagem de Marian desdobra-se, de forma emocionante, lado a lado com a história da própria Marian, quando os destinos das duas mulheres - e a sua ânsia de autodeterminação em geografias e épocas muito diferentes - colidem. O Grande Círculo leva-nos numa viagem inesquecível - através da Lei Seca e da Segunda Guerra Mundial, desde o Montana a Londres e até à Hollywood dos nossos dias - que nos envolve a cada página. Meticulosamente pesquisado, épico e emocionante, O Grande Círculo é uma obra de arte monumental e um tremendo salto para a talentosa Maggie Shipstead.


O segundo livro que proponho é 

Olhar Para Trás de Juan Gabriel Vásquez

Retrato de uma família devastada pelo fanatismo político. Uma narrativa avassaladora, que tem tanto de investigação social e histórica como de retrato privado e íntimo.


Em Outubro de 2016, o realizador de cinema colombiano Sergio Cabrera assiste, em Barcelona, a uma retrospectiva dos seus filmes. É um acto público de celebração atravessado por um momento íntimo de dor: o seu pai, Fausto Cabrera, acaba de morrer, o seu casamento com uma mulher portuguesa está em crise, e o seu país recusou um acordo de paz que lhe permitiria pôr fim a mais de cinquenta anos de guerra. A morte do pai é o fim de um ciclo, é o desfecho irremediável de uma relação marcada por silêncios e mágoas tingidos de amor e fascínio. E é o pretexto para Sergio ir desfiando as recordações dos acontecimentos que marcaram a sua vida e a do seu pai. E «não era uma vida qualquer, há que dizê-lo.» Da guerra civil espanhola ao exílio na América Latina, da Revolução Cultural na China aos movimentos armados dos anos sessenta, o leitor assiste ao desfile de uma vida que é muito mais do que uma grande aventura: é a imagem de meio século de história que abalou o mundo inteiro. Feitos reais que, nas mãos de um romancista magistral, se transformam no retrato de uma família devastada pelo fanatismo político. Uma narrativa avassaladora, que tem tanto de investigação social e histórica como de retrato privado e íntimo. Mais uma obra extraordinária daquele que é considerado um dos grandes autores contemporâneos da literatura em língua espanhola.

10 Minutos e 38 Segundos Neste Mundo Estranho de Elif Shafak

 Voltamos a uma autora muito apreciada neste clube, Elif Shafak, desta vez com um livro algo sombrio e deprimente. Doloroso de ler este romance sobre a morte como libertação de uma vida tormentosa e atormentada.

10 Minutos e 38 Segundos Neste Mundo Estranho




Ouça e veja outro comentário neste vídeo do YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=q03Zs25_VVQ

O Ano da Morte de Ricardo Reis de José Saramago

 José Saramago, O Ano da Morte de Ricardo Reis 

A pedido de algumas leitoras, escolhemos este livro do Nobel protuguês.


«[em O Ano da Morte de Ricardo Reis] é como se eu tivesse a preocupação fundamental de tornar o real imaginário e o imaginário real. Foi como se quisesse fazer desaparecer a fronteira entre o real e o imaginário, de modo a que o leitor circule de um lado para o outro sem se pôr a si mesmo a questão: isto é real?, isto é imaginário? Gostaria que o leitor circulasse entre o real e o imaginário sem se interrogar se aquele imaginário é imaginário mesmo, se o real é mesmo real, e até que ponto ambos são aquilo que de facto se pode dizer que são.» (https://www.almedina.net/o-ano-da-morte-de-ricardo-reis-edicao-comemorativa-1636991306.html?gclid=Cj0KCQjwn4qWBhCvARIsAFNAMiiikI_C-ZoL9TPVxwg9z-C7zimHLs7TvjL4i4PAo-qerC2XiFxl1iwaAhmiEALw_wcB