segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Sugestões de Leitura para 2023-24


 Caras Leitoras,

Decerto leram muitos livros durante as férias, uns mais leves e outros realmente interessantes para recomendar a leitura partilhada no clube.

A minha sugestão é que partilhem aqui as vossas leituras de verão e as vossas sugestões. Assim, quando nos reunirmos em 3 de outubro, será mais fácil elaborar a nossa lista.

As minhas leituras têm sido estas:

Virginia Woolf, Jacob's Room (O Quarto de Jacob): é sempre interessante revisitar uma escritora clássica. Adorei o modo como escreve, denso e elítico.

Charmaine Wilkinson, Black Cake (Bolo Negro): Surpreendente, uma caixinha de segredos, com a receita de um bolo passada de mãe para filha. É uma leitura fácil, mas igualmente um abrir de olhos sobre a condição de pessoas negras nos EUA. É um abre-olhos e uma abre-perspectivas sobre coisas que nos passam ao lado. Também é sobre as pressões que os pais põem nos filhos.

Elif Shafak, The Forty Rules of Love (não traduzido para português): Uma lição sobre sufismo, mas a leitura arrastou-se e não consegui gostar do livro. Nem sei se aprendi muito sobre sufismo. É passado em dois tempos paralelos, na Idade Média e no presente.


Madeline Martin, A Última Livraria de Londres: é o que os ingleses chamam um 'page turner', um livro que absorve, mas que é leitura-de-férias-estendida-na-areia-sem-usar-muito-a-cabeça. Mas aprendi alguma coisa sobre os raides aéreos a Londres durante a 2ª Guerra Mundial.

Matt Haig, The Midnight Library (A Biblioteca da Meia-Noite): Mais rico e complexo que o livro anterior, também sobre leituras e sobre o papel redentor e libertador da leitura.

segunda-feira, 12 de junho de 2023

Elisabeth Strout, O Meu Nome é Lucy Barton

 Elisabeth Strout, O Meu Nome é Lucy Barton




Um livro enganadoramente simples, em episódios, que obriga o leitor a comprometer-se: a ler nas entrelinhas dos episódios.

Uma entrevista com a autora no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=Y_gDv12z4nQ

Sobre O meu nome é Lucy Barton: https://www.youtube.com/watch?v=uBwOE7T-7Vs

Uma recensão no The Guardian sobre a adaptação do livro ao teatro: https://www.theguardian.com/stage/2018/jun/07/my-name-is-lucy-barton-review-laura-linney-triumphs-as-a-writer-confronting-her-past 

Outras obras da autora no seu website: https://www.elizabethstrout.com/

terça-feira, 9 de maio de 2023

Agustina Bessa Luís, A Sibila

 Agustina Bessa Luís, A Sibila



O romance A Sibila foi concluído no dia 16 de Janeiro de 1953 e logo depois apresentado ao Prémio de romance Delfim Guimarães, instituído pela Guimarães Editores, que lhe foi atribuído. Foi publicado pela primeira vez, logo depois, em 1954.

A narrativa alberga o final do séc. XIX até meados do séc. XX e relata os tempos de Maria e Francisco Teixeira numa primeira parte, e Quina, os irmãos e os sobrinhos noutra; o livro é iniciado precisamente no fim do século passado com Germa, sobrinha de Quina, que conversa com Bernardo e recorda o passado da família. A partir daí somos transportados numa viagem pelo Portugal rural que sofre os efeitos da urbanização e mudança social - ainda que de forma muito lenta -, representada por Bernardo e pacialmente por Germa.

https://www.wook.pt/livro/a-sibila-agustina-bessa-luis/1526203 

terça-feira, 28 de março de 2023

Leonardo Padura, Como Poeira ao Vento

Leonardo Padura, Como Poeira ao Vento


Um romance sobre a diáspora cubana.
Leonardo Padura sobre Cuba : "nem saindo de Cuba se sai de Cuba"
Podem ouvir e ver uma longa entrevista com o Paulo Portas aqui

domingo, 5 de março de 2023

Kent Haruf: As Nossas Almas na Noite

 Kent Haruf: As Nossas Almas na Noite


Uma história simples e comovente.

Os elogios da crítica:

«Uma pequena obra-prima sobre o amor e a liberdade.»
Nuno Costa Santos, Observador

«Um escritor que possui uma originalidade deslumbrante. Fala pausadamente, com intimidade mas com contenção. Haruf é muito cuidadoso a contar uma boa história. E esta é uma boa história, boa de forma simples; destila verdade.»
The Guardian

«O grande tema deste autor foi sempre o conflito entre a decência e a pequenez, e ele era especialmente brilhante a fazer dessa decência um tema comovente... Os leitores darão graças por ter lido este livro, que é uma ode às coisas simples mas profundas.»
The New York Times Book Review

Uma recensão em português aqui

Uma recensão em inglês aqui, do The Guardian.

O trailer do filme com Robert Redford e Jane Fonda (na Netflix)


terça-feira, 24 de janeiro de 2023

 Tomás Nevinson, de Xavier Marías


Os elogios da crítica:

«É impossível dizer se este é o melhor romance de Marías. Mas é, sem dúvida, um dos mais empolgantes.» —  J.A. Masoliver Ródenas, La Vanguardia

«Uma história poderosa, com uma pulsação fortíssima. […] Um assombroso retrato da realidade. […] Um romance impressionante.» — Antonio LucasEl Mundo

«Um romance com todos os elementos que distinguem o seu autor — intriga, mistério, humor, acção, reflexão — e ainda algo que se celebra página após página: o prazer de contar uma história […]. Quem me dera estar na pele de alguém que ainda não leu o mais recente romance de Javier Marías. À sua espera, terá um festim.» —  José Carlos LlopThe Objective

«Marías escreve como sempre, escreve como ninguém, […] porque está num outro nível: eleva-nos e faz — porque não dizê-lo? — o que Shakespeare fez com a sua época e com os seres humanos da sua época.» —  Alberto OlmosEl Confidencial

«Não é demais repetir: trata-se de um romance colossal.» —  Guillermo Rodríguez, El HuffPost

«Tomás Nevinson é a prova acabada da elegância e da qualidade literária do autor. […] É o romance definitivo de Marías.» — Karina Sainz BorgoVozpópuli

«Aqui está um Javier Marías em reflexão: irónico, cómico, rigoroso, […] romântico e pessimista sem espalhafato. […] Espero que gostem deste romance tanto quanto eu.» —  Manuel Rodríguez Rivero, Babelia

«Um prodígio de pensamento romanesco. […] Comicidade e seriedade formam uma trama perfeita, graças à prosa em contínua tensão detectivesca, por vezes abrandando e ombreando com Macbeth, Yeats ou T. S. Eliot.» —  César Pérez Gracia, Heraldo de Aragón (https://www.penguinlivros.pt/loja/alfaguara/livro/tomas-nevinson/)


Ficam também algumas recensões críticas para ajudar a refletir sobre a leitura:

https://ionline.sapo.pt/artigo/756352/javier-marias-uma-historia-de-espionagem-escrita-com-pincas?seccao=Mais_i


segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Stoner, de John Williams

 Stoner, de John Williams


Transitamos de 2022 para 2023 a ler Stoner, esse romance "perdido" tão aclamado pelos críticos.

Há quem lhe chame elogiosamente o livro do vazio e da falha: https://www.dn.pt/opiniao/o-livro-do-vazio-e-da-falha-14010207.html e outros, um romance perfeito.

Fica ainda este comentário: https://livroecafe.com/2015/03/stoner-john-williams/

Para quem estiver interessado, um pdf do livro aqui. https://masculinistaopressoroficial.files.wordpress.com/2018/06/stoner-john-williams.pdf

John Williams diz de Stoner numa rara entrevista, em 1985 (posfácio de John McGahern):

Penso que ele é um verdadeiro herói. Muitas pessoas que leram o romance acham que Stoner levou uma vida muito triste e má. Eu julgo que ele teve uma vida ótima. Teve, certamente, uma vida melhor do que a maior parte das pessoas. Fez o que gostava de fazer, tinha uma certa noção do que fazia e da importância do seu trabalho. Foi testemunha de valores que são importantes. […] O mais importante no livro, para mim, é a noção que Stoner tem do que é um emprego. Lecionar é para ele um emprego, um emprego no sentido melhor e mais honrado do termo. O emprego deu-lhe um tipo especial de identidade e fez dele quem ele era. […] É o amor pela coisa que é essencial. E quando amamos uma coisa, compreendemo-la. E se a compreendemos, aprendemos muito. É a falta desse amor o que define um mau professor. […] Nunca sabemos quais serão todas as consequências do que fazemos. Creio que tudo se resume ao que tentei exprimir em Stoner. Temos de manter a fé. O mais importante é manter a tradição, porque a tradição é civilização.