terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Jessie Burton, A MUSA

Estamos a ler A Musa de Jessie Burton porque gostámos de A Miniaturista.
A Guerra Civil espanhola e os anos 60 em Londres experienciados por uma imigrante.



Artigos sobre o livro:
https://www.theguardian.com/books/2017/jan/08/the-muse-jessie-burton-review-natasha-tripney

https://www.irishtimes.com/culture/books/the-muse-by-jessie-burton-review-a-touch-of-second-novel-syndrome-1.2706787


Entrevista com a autora (sobre A Miniaturista):
http://www.washingtonindependentreviewofbooks.com/features/an-interview-with-jessie-burton

sobre A Musa
https://www.youtube.com/watch?v=CRiwHzw_WoI

https://blog.whsmith.co.uk/rjsp17-jessie-burton-interview-muse/


Nesta entrevista há duas perguntas/ respostas interessantes:
Who is whose muse in this novel?
Odelle uses Quick as a muse, but I think Odelle is also a muse unto herself. For me, having a muse is nothing more than having a conversation with your own psyche. Olive thinks Isaac is her muse, but she’s just displacing responsibility and all the creativity comes from her. Quick is inspired by Odelle – and so the cycle goes on. Artists always borrow from other people’s lives; they harvest them for their own use. It can be a dangerous game!
Were any elements of this novel based on real-life events?
In terms of the story of the painting that is discovered; yes. Misattribution of artworks certainly happens. The case of Judith Leyster and Frans Hals in seventeenth-century Holland, for example – no one thought a woman could paint the paintings she did! Also in the 1960s, there was the Big Eyes story – a man called Walter Keane passed off his wife Margaret’s paintings as his own, and pocketed millions for himself. It is often a gendered thing. Women historically have not been considered capable of ‘great’ works of art, of universal messages to give to the world. Men have. So it stands to reason that unconscious bias and misattribution of authority take place in the cultural field as much as it does in the economic and political ones. In terms of what happens in the Spanish village, then yes; many villages and towns were split down the middle in terms of people’s loyalties, there were brutal extra-judicial killings and families’ lives ruined for ever.
Uma leitura do livro pela autora em https://www.youtube.com/watch?v=1Xk-9QAuUjU
Uma entrevista na BBC https://www.youtube.com/watch?v=91FP8l_QXYI
Em francês, o livro é Les Filles au Lion https://www.youtube.com/watch?v=NvGQyUUo60c

sábado, 18 de novembro de 2017

Margaret ATWOOD: A História de uma Serva

Sinopse (Livraria Bertrand)
Uma visão marcante da nossa sociedade radicalmente transformada por uma revolução teocrática. A História de Uma Serva (1985) tornou-se um dos livros mais influentes e mais lidos do nosso tempo. 

Extremistas religiosos de direita derrubaram o governo norte-americano e queimaram a Constituição. A América é agora Gileade, um estado policial e fundamentalista onde as mulheres férteis, conhecidas como Servas, são obrigadas a conceber filhos para a elite estéril. 

Defred é uma Serva na República de Gileade e acaba de ser transferida para a casa do enigmático Comandante e da sua ciumenta mulher. 
Pode ir uma vez por dia aos mercados, cujas tabuletas agora são imagens, porque as mulheres estão proibidas de ler
Tem de rezar para que o Comandante a engravide, já que, numa época de grande decréscimo do número de nascimentos, o valor de Defred reside na sua fertilidade, e o fracasso significa o exílio nas Colónias, perigosamente poluídas. Defred lembra-se de um tempo em que vivia com o marido e a filha e tinha um emprego, antes de perder tudo, incluindo o nome. Essas memórias misturam-se agora com ideias perigosas de rebelião e amor.

https://www.nytimes.com/2017/03/10/books/review/margaret-atwood-handmaids-tale-age-of-trump.html

Influências:
O bloco de leste e regimes totalitários
a história bíblica de Jacob, as suas 2 mulheres, Raquel e Leah, as duas criadas, e os seus 12 filhos
Chaucer: Canterbury tales

filmes (2017)
https://www.youtube.com/watch?v=WSimGi5AokY

Margaret Atwood
https://www.youtube.com/watch?v=PPPxR3PcXkQ

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Chimamanda Adiche: Americanah

Começamos as atividades do Clube de Leitura em outubro de 2017 com um texto de uma autora nigeriana sobre identidade e mobilidade.Os temas são também os da raça/ etnia, da honestidade, da linguagem de quem vive entre culturas, o casamento na Nigéria, o papel das mulheres nigerianas na sociedade nigeriana e os compromissos que precisam de fazer na sociedade americana dos EUA.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Flaubert: Madame Bovary

Vamos a um clássico também sobre a vida de mulheres.

Elena Ferrante tetralogia A Amiga Genial

Foi uma experiência de leitura entusiasmante com as leitoras a tomar partido da Lenu e da Lila...

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A seguir vamos ver: Harper Lee: Matar a Cotovia

Revisitamos um clássico da literatura americana, agora que se publicou a sequela de To Kill a Mockingbird/ Matar a Cotovia (Prémio Pulitzer em 1961)

Vamos lê-lo e em seguida, Vai e Põe Uma Sentinela.

Escrito antes de "Matar a cotovia", o romance inédito de Harper Lee, 88 anos, apresenta muitos dos mesmos personagens desse primeiro romance, mas vinte anos mais velhos.
O manuscrito tinha sido dado como perdido, mas "Go set a watchman" - no original - foi descoberto no ano passado e publicado em inglês a 14 de julho deste ano, ocupando os 1º lugares dos tops nos Estados Unidos e em Inglaterra, indicou a Presença.
Harper Lee nasceu em 1926 em Monroeville, no Alabama, frequentou o Huntingdon College e estudou Direito na Universidade do Alabama.
(de: http://www.sol.pt/noticia/410966/'vai-e-p%C3%B5e-uma-sentinela',-de-harper-lee,-a-21-de-outubro-em-portugal#close)

Em novembro estamos a ler: Quanto Mais Depressa Ando, Mais Pequena Sou da escritora Kjersti Annesdatter Skomsvold

Quanto Mais Depressa Ando, Mais Pequena Sou 
 Kjersti Annesdatter Skomsvold

protagonista de “Quanto Mais Depressa Ando, Mais Pequena Sou” é uma centenária viciada em lengalengas, “tapa-orelhas” e baralhos de cartas (de Público)

Um dos 10 livros finalistas do prestigiado prémio internacional IMPAC Dublin 2013.

1.Estreia literária, prémio revelação e uma excelente surpresa para o leitor português. (...) é uma delícia! O mesmo adjetivo se pode usar para todo o livro, tragicomédia que nos lembra que "a nossa necessidade de consolo é impossível de satisfazer", a que acresce aquela inevitável estranheza que nos causa sempre a literatura que vem do frio. Imperdoável passar ao lado." (Ana Cristina Leonardo no Expresso).

Sobre: a solidão, o amor e o passar do tempo...

Querem acrescentar mais temas?


2. Quanto Mais Depressa Ando, Mais Pequena Sou", tem ressonâncias das teorias da Física. "Sim, o título foi inspirado na Teoria da Relatividade, de Einstein", diz Skomsvold. "Sendo o romance sobre a passagem do tempo, achei que este título se adequava. E é também apropriado considerando que a personagem está sempre a pensar afastar-se das pessoas, por causa da sua ansiedade social, e isso parece fazê-la mais pequena do que ela, na realidade, é."

3. Mathea Martinsen (é este o nome da idosa) fora sempre uma observadora passiva de um mundo que parece não entender, apesar de querer fazer parte dele, "só não sabe como". Quase nunca sai de casa, e quando o faz certifica-se primeiro de que não encontrará os vizinhos (a última vez que falou com um deles, agora um homem adulto, era ele então ainda uma criança); se sai à noite, veste-se de preto para se confundir com a escuridão. A única pessoa com quem ela se relacionou nas últimas décadas foi o marido, a quem ela chama Épsilon - nome de uma letra grega que remete o leitor para a Matemática. Skomsvold explica a razão do nome: "Lembrei-me, dos meus estudos de Física: quando a probabilidade de qualquer coisa acontecer é ínfima, deve dizer-se que a probabilidade ‘é mais pequena do que Épsilon'. O marido de Mathea refere-se a isso muitas vezes, e é por isso que ela lhe chama Épsilon. Por exemplo, as hipóteses de uma pessoa ser atingida duas vezes por um raio num mesmo lugar, são ‘mais pequenas do que Épsilon', mas de qualquer maneira isso aconteceu com a minha personagem."

4.A personagem principal do romance é uma mulher quase centenária, com uma estranha fobia social, mas que agora, que a vida parece aproximar-se do fim, decidiu que deveria deixar uma marca no mundo que pudesse recordá-la. Mas como é que surgiu, numa mulher de 30 anos, esta protagonista tão improvável, fascinada por lengalengas que rimam, por tricotar "tapa-orelhas", e por baralhar cartas sempre sete vezes seguidas? Kjersti Annesdatter Skomsvold responde entre sorrisos: "Tornou-se mais fácil escrever sobre ela quando parei de insistir em querer fazê-la diferente de mim. O estranho mundo insular de Mathea foi durante muito tempo o meu mundo. Vivi-o. Quando se está muito tempo isolado do exterior, sem os habituais afazeres que não nos deixam pensar, a solidão tem um lado positivo, que é dar-nos a possibilidade de nos conhecermos melhor a nós próprios. Quando nada acontece, qualquer coisa pode acontecer."


http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/o-estranho-mundo-de-kjersti-annesdatter-skomsvold--298323