quarta-feira, 19 de junho de 2019

Guerra e Terebintina, de Stefan Hertsman

Guerra e Terebintina, de Stefan Hertsman
editado pela Dom Quxote, é um dos vencedores do Prémio Booker Internacional.



Entrevista com o autor em https://www.youtube.com/watch?v=s01v1erxcAY

Na primeira parte, o narrador coloca o aô numa praia em Ostende e compara-a a uma pintura de James Ensor, reproduzida em baixo:

Outros títulos vencedores do Booker Internacional: Han Kang com A Vegetariana

terça-feira, 30 de abril de 2019

Robert Menasse e A Capital

A Capital, de Robert Menasse, vem recomendado com um prémio alemão e como o primeiro romance (ou sátira) sobre a União Europeia.
O artigo de O Público tem um título sugestivo: um porco passeia pela capital e é o fim da União Europeia como a conhecemos. Leia em https://www.publico.pt/2019/02/08/culturaipsilon/noticia/europa-moral-historia-1860733

Aimee Bender e A Frágil Doçura do Bolo de Limão

Abril apanhou-nos a ler um romance estranho de Aimee Bender:  A Frágil Doçura do Bolo de Limão. Para as leitoras não amantes do realismo mágico, esta é uma leitura que de início é doce, mas depois amarga como o bolo de limão.


CRÍTICAS DE IMPRENSA do site da wook
«Um livro com uma escrita maravilhosa que nos convida a saborear as palavras uma e outra vez.»
Jodi Picoult

«Um romance único que encoraja o leitor a encontrar o seu verdadeiro dom.»
Oprah

«Profundo e surpreendente... Sentimo-nos despertos e acompanhados – e este é um dom raro e maravilhoso apenas possível com um livro verdadeiramente bom.»
The Globe and Mail

«Bender não escreve sobre pessoas vulgares. Escreve sobre criações mágicas, sobre as coisas que escapam aos contos de fadas... Em parte magia, em parte prosa pura.»
Denver Post

«Habilmente escrito... Há uma doçura neste livro que o transforma em algo fora do normal.»
St. Louis Post-Dispatch

«Extraordinariamente belo... Vai sentir-se tentado a ver o que os autores talentosos fazem quando abrem pequenos rasgos no tecido da realidade.»
The Washington Post

«Comovente, singular e maravilhoso.»
People

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Zadie Smith Swing Time

Zadie Smith e Swing Time

Duas raparigas mestiças sonham ser dançarinas – mas apenas uma, Tracey, tem talento. A outra tem ideias: sobre ritmo e tempo, sobre corpos negros e música negra, sobre o que constitui uma tribo ou torna uma pessoa verdadeiramente livre. É uma amizade de infância, forte mas complicada, que termina abruptamente aos vinte e poucos anos, para nunca mais ser revisitada, mas também nunca ser completamente esquecida.
Tracey chega a dançarina de teatro musical, mas debate-se com a vida adulta, enquanto a amiga vira costas ao velho bairro e percorre o mundo como assistente pessoal de uma cantora famosa, Aimee, observando de perto como vivem as pessoas mais ricas do mundo. Mas quando Aimee adquire grandiosas ambições filantrópicas a história muda-se de Londres para a África Ocidental, aonde os turistas da diáspora acabam por regressar em busca das suas raízes, onde os jovens arriscam a vida na fuga para um futuro diferente, as mulheres dançam exatamente como Tracey – os mesmos requebros, os mesmos meneios – e as origens de uma desigualdade profunda não são uma questão de história longínqua, mas sim uma dança atual, ao som da música do nosso tempo.
Vertiginosamente enérgico e profundamente humano, "Swing Time é uma história sobre amizade, música e raízes obstinadas, sobre como somos moldados por essas coisas e como podemos sobreviver-lhes.


terça-feira, 23 de outubro de 2018

Nina George O Livreiro de Paris

Informação sobre a autora em http://www.nina-george.com/

Perguntas sobre o livro O Livreiro de Paris



Biblioterapia (A literatura imaginativa, como a ficção, a poesia e as biografias, quando eficaz na promoção da mudança, porque gera uma experiência emocional, necessária a uma terapia efetiva): o que pensa do poder curativo dos livros? O que é que os livros curam? Qual o impacto do seu livro favorito?
Podem-se fechar as emoções num quarto? Todos temos um quarto interior?  
Se esquecermos os amores perdidos e as pessoas que amámos perdemos quem somos? 
Concorda com Sophie quando ela diz que devíamos fazer um mês de luto por cada ano passado junto da pessoa ameaçada, dois meses por cada amigo que perdemos e o resto da vida pelos mortos porque os amaremos para sempre e far-nos-ão falta até ao fim das nossas vidas?
Manon tem dois amores, mas não é uma leviana. Está de acordo?  
A perda: Cuneo perdeu o seu amor; Max não consegue escrever. Catherine perdeu a segurança de uma vida previsível.Claudine Gulliver perdeu a juventude. Manon perdeu a casa.
Recomeços?  
Capítulo 12 –  e a carta de Manon. Um intervalo na psiche de Monsieur Perdu. Por que razão não abriu a carta e quais as consequências? 

Uma recensão interessante em https://shelf-awareness.com/max-issue.html?issue=145#m297
Excerto:
Why has this novel resonated so deeply with readers?
Because it's a story about death and about how much we can be shaped by loss, by missing a person. Grieving, or admitting that the loss of a loved one has derailed us, was unfashionable, forbidden for much of the past. Also, there is a dedicated community of people in the world who will always be able to connect with each other across all languages, boundaries and religions. It is the "Readers' Club." People who read a lot, starting at a very young age, are people who were raised by books. They have learned about forms of love and hate, kindness, respect and ideas that are different from their own. They experience the world as something infinitely larger than before. They enjoy the indescribable feeling of having found their true selves.
We readers are book people, and Jean Perdu [the protagonist] is one of us. We are all traveling on an invisible literary riverboat, one that carries us down the stream of life. It shapes, holds and comforts us.