Pachinko, de Min Jin Lee
Algumas questões para guiar a nossa leitura
Lee abre o livro com a frase: “A História falhou connosco, mas não importa.” Acredita que a narradora pensa genuinamente que “não importa”? Porque acha que a autora escolheu esta frase específica para abrir o romance?
O que pensa do título? O jogo Pachinko só ganha relevância bem mais tarde na história.
No início do romance, Sunja é levada a sentir vergonha pela sua gravidez. De que forma a ideia de vergonha persiste ao longo de todo o livro, tanto a nível moral como na construção da identidade?
Compare as personagens de Hansu e Isak.
Outro tema central é a coragem. Que tipos de bravura identifica em cada personagem? De que forma a coragem (ou a falta dela) molda o destino desta família?
Lee utiliza uma citação de Charles Dickens como epígrafe: “Casa é um nome, é uma palavra; é uma palavra forte; mais forte do que qualquer feiticeiro jamais proferiu ou que qualquer espírito respondeu...” Porque acha que esta frase foi escolhida? Como é que o conceito de "casa" e de pertença evolui ao longo das gerações?
O conceito de identidade cultural e racial é fundamental. Sunja e a família esforçam-se por ser “bons coreanos”, enquanto os “bons japoneses” parecem difíceis de encontrar. O que pensa destes padrões de “bondade” atribuídos à identidade? São justos?
Antes de ler este livro, tinha conhecimento das tensões entre coreanos e japoneses no início do século XX? Sente que aprendeu algo novo sobre a História ou sobre a identidade coreana?
Pachinko explora como as ações de uma pessoa podem afetar gerações (como a gravidez de Sunja). Sente que a sua vida é moldada pelas decisões dos seus antepassados, ou acredita que cada geração tem total autonomia para escolher o seu caminho?
